Obesidade infantil

Obesidade infantil
Childhood obesity
 

Nos últimos anos, Portugal passou por profundas alterações, onde modificações no estilo de vida são bastante evidentes, associadas a comportamentos menos saudáveis com padrões negativos de ingestão alimentar, com elevados consumos de energia e de açúcares simples, gorduras e sal, e consumos decrescentes de cereais completos e de hortofrutículas. Associados a níveis reduzidos de atividade física contribuem para o aumento da taxa de mortalidade e morbilidade por doenças não transmissíveis (NCDs), nomeadamente a obesidade, as doenças cardiovasculares, certos tipos de cancro, diabetes tipo II, entre outros. Atualmente a obesidade surge como um dos maiores desafios da saúde pública, principalmente na infância, cujas prevalências demonstram uma existência de 45 milhões de crianças na Europa com excesso de peso . Por detrás desta problemática sabe-se que hábitos alimentares desequilibrados e baixos níveis de atividade física são apontados como os principais fatores no desenvolvimento da obesidade infantil. Estudos recentes demonstram que Portugal segue as tendências verificadas nos restantes países do sul da Europa, com 32,2% das crianças com idades compreendidas entre os 6-8 anos com excesso de peso e 14,6% obesidade. Estes resultados destacam Portugal como um dos países líderes em prevalência de excesso de peso infantil. A obesidade infantil constitui assim, um dos mais sérios problemas de saúde pública que o país enfrenta na medida em que determina, designadamente, a perda de qualidade de vida e eventual mortalidade prematura. A revogabilidade desta situação e a sua expressão, bem como a respetiva tendência crescente, justificam a prioridade atribuível à formulação e ao desenvolvimento de programas de ação que estimulem a adoção de estilos de vida mais saudáveis e criem condições estruturais e ambientais favoráveis à saúde. Neste contexto, é necessário recorrer a estratégias diversificadas e complementares de intervenção, de que são exemplo o “empoderamento” dos cidadãos, o desenvolvimento de competências pessoais, a criação de ambientes favoráveis à saúde e o delineamento de políticas saudáveis. A resolução deste problema requer o estabelecimento de parcerias funcionais e de alianças/redes fortes na promoção da saúde.

In recent years, Portugal has undergone profound changes, where changes in lifestyle are quite obvious, associated with healthy behaviours of negative patterns of food intake, with high energy consumption, sugars, fats and salt, and decreasing consumption of cereals, vegetables and fruits. Associated with reduced levels of physical activity these behaviours contribute to high rates of mortality and morbidity from noncommunicable diseases (NCDs), including obesity, cardiovascular disease, certain types of cancer, type II diabetes, among others. Currently obesity emerges as one of the greatest public health challenges, especially in childhood, whose prevalence demonstrate existence of 45 million children are overweight in Europe. Behind this problem it’s well known that unbalanced eating habits and low levels of physical activity are singled out as key factors in the development of obesity. Recent studies show that Portugal follows trends in other countries of southern Europe, with 32.2% of children aged 6-8 years with overweight and 14.6% obese, these results highlight Portugal as one of the leading countries in the prevalence of overweight children. Childhood obesity is thus one of the most serious public health problems facing the country, insofar as it determines, among other things the loss of quality of life and eventual premature mortality. The revocability of the situation and their expression, as well as their increasing trend, justify the priority attributable to formulation and the development of action programmes that encourage the adoption of healthy lifestyles and to create conditions favourable to structural and environmental health. In this context, it is necessary to use diversified and complementary strategies of intervention, such as the empowerment of citizens, the development of personal skills, creating environments favourable to health and healthy policy design. The establishment of functional partnerships, alliances and strong networks for the promotion of health will be necessary for the resolution of this problem.